IBGE divulga novos números do Censo 2010: saiba qual é o perfil da população paraibana

27 de abril de 2012 Comentários

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na manhã desta sexta-feira (27) novos números do censo demográfico 2010. O censo é a mais complexa operação estatística realizada por um país, quando são investigadas as características de toda a população e dos domicílios do território nacional.

Segundo os dados, 27,7% da população paraibana tinha algum tipo de deficiência. Os números também apontaram um aumento em 21% em divórcios. O números de migrantes cai de 47,5% para 36,4%, incluindo a imigração internacional, que é 3,4 vezes maior
do que o registrado em 2000.

O censo 2010 também apontou que mulheres com menos filhos e menos crianças morrem ao completar um ano de idade; que 17,2 mil crianças e adolescentes com idade de 6 a 14 anos estavam fora da escola e que Cabedelo e João Pessoa, detém as maiores concentrações de renda dos domicílios com rendimento domiciliar.

Esta divulgação apresenta resultados definitivos para um conjunto selecionado de características dos domicílios e das pessoas que foram investigadas apenas por meio do Questionário da Amostra. Ao longo de 2012, serão produzidos novos resultados, apresentados em volumes temáticos.

A base territorial do Censo Demográfico 2010 foi elaborada de forma a integrar a representação espacial das áreas urbana e rural do Território Nacional em um ambiente de banco de dados geoespaciais, utilizando insumos e modernos recursos de tecnologia da informação.

21% dos casais paraibanos se divorciaram

A nupcialidade é uma das componentes sócio demográficas de maior importância na constituição das sociedades modernas, na medida de sua forte associação com os padrões de organização de famílias e, consequentemente, com a reprodução social.

A primeira observação sobre a evolução dos estados conjugais que pode ser feita na comparação com os resultados do Censo Demográfico 2000 (Gráfico 8) é a cerca do aumento da ordem de 21% da proporção de pessoas envolvidas em dissoluções de uniões conjugais no período intercensitário, passando de 12,1% para 14,7% no Censo 2010.

Divórcio

Foto ilustrativa

27,7% da população paraibana tinha algum tipo de deficiência

O tema pessoas com deficiência tem como objetivo conhecer a realidade dessa população e subsidiar políticas de inclusão social e de bem-estar. No Censo Demográfico 2010, foram pesquisadas as deficiências visual, auditiva e motora, com seus respectivos graus de severidade, assim como a deficiência mental.

De acordo com os dados do Censo Demográfico 2010, havia na Paraíba 1.045.962 pessoas com pelo menos uma das deficiências investigadas, representando 27,7% da população paraibana. A deficiência visual foi a que mais incidiu sobre a população, onde 823 mil pessoas declararam ter dificuldade para enxergar, mesmo com ouso de óculos ou lentes de contato, o que equivale a 21,8% da população paraibana.

Desse total, 142.196 pessoas apresentaram deficiência visual severa, sendo que 8.477 eram cegas (0,2% da população). A deficiência motora foi o segundo tipo de deficiência que mais incidiu sobre a população, onde 320.805 pessoas declararam ter dificuldade de locomoção, representando 8,5% da população paraibana.

O percentual da população com deficiência auditiva foi de 6,1%, ou seja, 230.140 pessoas. Enquanto isso 62 mil paraibanos tinham deficiência mental/intelectual.

Em relação às Unidades da Federação, observa-se que Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará apresentavam os maiores percentuais de pessoas com pelo menos uma das deficiências investigadas, sendo os dois primeiros com 27,8% e o último com 27,7%. As menores incidências de pessoas com pelo menos uma das deficiências se encontravam em Roraima (21,2%), Santa Catarina
(21,3%) e Mato Grosso do Sul (21,5%).

Para a população com deficiência auditiva, as Unidades da Federação que apresentavam os maiores percentuais são Ceará (6,2%), Paraíba e Rio Grande do Norte (6,1%, cada) e aquelas com os menores percentuais são Amapá e Mato Grosso (4,2%) e Distrito Federal (4,1%).

Para a deficiência motora, Alagoas, Paraíba e Pernambuco eram responsáveis pelos maiores percentuais de pessoas com deficiência motora (8,6%, 8,5% e 8,3%, respectivamente).

Os cinco municípios com maiores números absolutos de pessoas com deficiência amental/intelectual são João Pessoa (11.005), Campina Grande (5.265), Santa Rita (2.290), Bayeux (2.131) e Patos (1.609).

Em São Francisco e Várzea, no Sertão Paraibano, são os municípios com maiores proporções de pessoas com algum tipo de deficiência na Paraíba, 42% da população desses municípios disseram ter algum tipo de deficiência em 2010.

Em João Pessoa a proporção de pessoas que disseram ter algum tipo de deficiência foi de 26% enquanto em Campina Grande o percentual foi de 23%.

Foto ilustrativa

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Números de migrantes cai de 47,5% para 36,4%

Destaca-se que o volume de migrantes praticamente manteve-se um pouco elevado entre os quinquênios 1995/2000 e 2005/2010: 166.485 e 136.945 migrantes, respectivamente, com saldo migratório negativo de 35.110 pessoas.

Levando-se em consideração a intensidade relativa da migração na população total, observa-se uma redução na mobilidade espacial da população. No período 1995/2000, movimentaram-se 47,5 migrantes para cada mil habitantes, já no período 2005/2010, observaram-se 36,4 migrantes para cada mil habitantes.

Paraíba, Pernambuco e Bahia embora permaneçam com resultados negativos nas trocas populacionais, diminuíram as perdas no período 2005/2010.

Imigração internacional, número é 3,4 vezes maior do que o registrado em 2000

O Censo Demográfico 2010 registou 2002 imigrantes internacionais, pelo critério de data fixa, que se referem aos indivíduos que residiam na Paraíba na data do Censo, mas que residiam em um país estrangeiro cinco anos antes.

Esse número foi 3,4 vezes maior do que o encontrado pelo Censo Demográfico 2000, num total de 589 imigrantes.

Mulheres com menos filhos e menos crianças morrem ao completar um ano de idade

Os Censos Demográficos de 1940, 1950 e 1960 forneceram resultados para o Brasil que apontavam para uma taxa de fecundidade total de um pouco mais de 6,0 filhos por mulher. A partir da metade da década de 1960 observou-se um declínio permanente deste indicador do nível da fecundidade. Segundo os resultados da amostra do Censo Demográfico 2010, a taxa de fecundidade total na Paraíba, que era de 2,53 filhos por mulher, em 2000, chegou a 1,97 filho por mulher, apresentando uma queda de 22,2% na última década.

A taxa de mortalidade infantil obtida por método indireto com as informações do Censo Demográfico 2010 foi de 18,3‰, isto é, 18,3 óbitos de crianças menores de 1 ano para cada 1 000 nascidos vivos. A taxa já atingiu a 48 por mil nascidos vivos. A fonte de dados natural para o cálculo deste indicador deveria ser o registro dos eventos vitais (nascimentos e óbitos) que constam na pesquisa Estatísticas do Registro Civil, consolidadas e divulgadas pelo IBGE, ou no Sistema de Informações de Nascidos Vivos – Sinasc e no Sistema de Informações sobre Mortalidade – SIM, administrados pelo Ministério da Saúde.

mortalidade infantil

17,2 mil crianças e adolescentes com idade de 6 a 14 anos estavam fora da escola em 2010

Os resultados do Censo Demográfico 2010 mostraram que, na Paraíba, 2,9% das pessoas do grupo etário de 7 a 14 anos de idade não frequentavam escola. Agregando-se a este contingente as crianças de seis anos de idade (que é a idade definida para iniciar o ensino fundamental com duração de nove anos, de acordo com a Lei nº 11.274, de 6 de fevereiro de 2006, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional), o percentual de pessoas que não frequentavam escola na faixa etária de 6 a 14 anos foi de 2,9%.

Em torno de 17,2 mil crianças e adolescentes de 6 a 14 anos de idade não frequentavam escola em 2010. Seguindo o curso normal da educação, as crianças deveriam ingressar no ensino fundamental aos 6 anos de idade e estar cursando a sua última série aos 14 anos de idade. Ainda que, por diversas razões, possam ocorrer atrasos ou avanços na evolução educacional das crianças e adolescentes deste grupo etário, com algumas exceções, este contingente deveria estar frequentando escola.

Nos resultados das Unidades da Federação, observou-se que três estados (Acre, Roraima e Amazonas) tinham mais de 8% das crianças de 6 a 14 anos de idade fora da escola, vindo em patamar seguinte o percentual do Paraíba (2,9%).

No contingente de adolescentes de 15 a 17 anos de idade na Paraíba, 18,1% não frequentavam escola em 2010, ou seja, dos cerca de 215,2 mil pessoas com essa faixa etária, 38.916 estavam fora da escola. A rede pública de ensino atendia a 79,3% das pessoas que frequentavam escola ou creche na Paraíba em 2010.

O Percentual de pessoas com pelo menos o ensino médio completo, na população de 25 anos ou mais de idade, na Paraíba– 2000/2010, passou de 16,5% para 27,0%.

1,4 milhões de paraibanos estavam ocupados em 2010, agricultura gerou 364 mil empregos

Considerando as pessoas de 15 anos ou mais de idade, que é a faixa de idade utilizada para muitos enfoques internacionais, a taxa de atividade (percentual de pessoas economicamente ativas na população de 15 anos ou mais de idade) alcançou 56,5% no País em 2010.

• Dos 3.161.232 pessoas com 10 anos ou mais de idade, 1.617.710 estavam na condição de população economicamente ativas, desse total 91,3% exerciam ocupações na semana de referência, ou seja, 1.478.168 pessoas ocupadas. No grupo etários dos 10 a 13 anos de idade havia 275.280 pessoas, 18.372 exerciam alguma atividade econômica.

• Entre os 1,48 milhões de paraibanos ocupados, pelo menos 364 mil tinham como principal atividade econômica a agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, seguidos juntos pelas industria extrativa,de transformação e construção com 225 mil pessoas ocupadas enquanto que a atividade comercial ocupou neste período 224 mil pessoas. A administração Pública e educação havia 214,6 mil pessoas ocupadas.

• O Percentual de empregados com carteira de trabalho assinada, na população de 10 anos ou mais de idade, ocupada na semana de referência, na Paraíba atingiu a 27,2%. Na Paraíba 923,5 mil pessoas eram empregadas e 324,7 mil conta própria.

Emprego

Foto ilustrativa

Cabedelo e João Pessoa, detém as maiores concentrações de renda dos domicílios com rendimento domiciliar

De 2000 para 2010, o rendimento médio mensal dos domicílios particulares permanentes, com rendimento domiciliar, apresentou crescimento real em todas as Unidades da Federação, que variou de 8,7% a 40,1%. As Unidades da Federação em que este rendimento apresentou ganho real acima de 35% foram: Maranhão,Tocantins e Piauí. A Paraíba ficou com ganho de 33%. O rendimento médio nominal dos domicílios particulares permanentes com rendimento chegou a R$ 1.671,00, na Paraíba, as maiores concentrações de rendas estão nos municípios de Cabedelo ( R$ 3.441,05), João Pessoa ( R$ 3256,03), Campina Grande (R$2.168,42) e Patos (R$ 1.747,38) e os menores ficam com São João do Tigre (R$670,64), Casserengue (R$ 653,25) e Santana
de Mangueira (R$651,62).

Na Paraíba, a parcela sem rendimento ou com rendimento nominal mensal domiciliar per capita até ¼ do salário mínimo abarcava 23,4% dos domicílios particulares permanentes em 2010. Entre os municípios as maiores parcelas ficaram com Gado Bravo 51%, Casserengue 50% e Santana de Mangueira com 48%, os menores ficaram com João Pessoa (11%) e Campina Grande (13%).

O valor do Rendimento nominal mensal de todos os trabalhos das pessoas de 10 anos ou mais de idade ocupadas com rendimento do trabalho ficou em R$ 943,75, ficando os salários dos homens com R$ 998,71 e o das mulheres com R$ 859,89. Os municípios de Cabedelo ( R$1.681,72), João Pessoa (R$ 1.565,75) e Campina Grande ( R$ 1.145,15) apresentaram os maiores valores do rendimento nominal mensal, enquanto isso em São José dos Cordeiros (R$ 342,70) e Zabelê ( R$ 328,98) e São João do Tigre ( R$ 322,21) apresentaram os menores rendimento nominal mensal das pessoas ocupadas com rendimentos do trabalho.

332 paraibanos se deslocaram para estudar em outro país

A análise do deslocamento, neste volume do Censo Demográfico 2010: resultados gerais da amostra, limitou-se a características e padrões no Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação. Como as informações, agora divulgadas, levam em consideração apenas os valores relativos ao deslocamento total dos estudantes para outro município ou país estrangeiro, revela-se a tendência geral do fenômeno no Brasil,nas Grandes Regiões e Unidades da Federação.

Na Paraíba, o deslocamento para outro município alcançava 224,9 mil estudantes, enquanto isso pelo menos 332 paraibanos se deslocaram para estudar em outro país.

59,7% da população ocupada levava até uma hora para se deslocarem ao trabalho

O deslocamento para o trabalho se reveste de características bastante distintas do deslocamento para o estudo, uma vez que é um fenômeno que caracteriza áreas urbanas conurbadas e a flexibilização do local de trabalho. Na Paraíba, do total de 1,4 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade ocupadas na semana de referência, 87,5% trabalhavam no próprio município de residência em 2010. Desses trabalhadores, (22%) trabalhavam na própria residência. As pessoas que trabalhavam no próprio município, mas, fora de sua residência constituíam um total de 968 mil pessoas,enquanto trabalhando em outro município,encontravam-se 11,1% da população ocupada, correspondendo a 164 mil pessoas.

A análise do tempo de deslocamento realizado para o trabalho revelou padrão paraibano onde a 22,5% das pessoas levava de 6 minutos até meia hora no deslocamento para o trabalho, (ou seja 621.403 paraibanos) 59,7% levava até uma hora enquanto 17,8% levava mais de uma hora para chegar ao trabalho

Santa Rita lidera em números absolutos os domicílios com paredes revestidas de taipa

O material utilizado na construção dos domicílios é, entre outros, um indicador clássico para se caracterizar as condições habitacionais. É um indicador de bem estar que guarda estreita relação com a saúde dos moradores, como, por exemplo, no controle da doença de Chagas.

Em 2010, 96,9% dos domicílios na Paraíba tinham as paredes externas construídas com algum tipo de material durável, com predomínio de alvenaria com revestimento(89,6%). O Estado tinha 18.422 domicílios cujas paredes eram do tipo taipa revestida. Os municípios com maiores números absolutos de casas de taipa são Santa Rita (1.158), Mamanguape (795), João Pessoa (709), Rio Tinto (600), Sapé (564). Em 20 municípios paraibanos não há nenhuma casa do tipo taipa.

Dos 233 mil domicílios com microcomputadores, 80% tinham acesso à internet

Com a inclusão de novos quesitos sobre bens existentes no domicílio no Questionário da Amostra do Censo Demográfico, detalharam-se algumas das transformações significativas na vida da população brasileira que passou a ter acesso ao consumo mais diversificado na última década.

Com exceção da diminuição do percentual do rádio, houve um aumento proporcional dos demais itens existentes nos domicílios nos períodos investigados. Cabe ressaltar o aumento de bens como a máquina de lavar roupa, que passou de 8,9%, em 2000, para 20%, em 2010, e a elevação em 17,2 pontos percentuais na presença de microcomputadores nos domicílios.

Do total de domicílios com microcomputadores, 233.459, pelo menos 80% tinham acesso à Internet. Este bem estava mais presentes em João Pessoa (44,8%), Campina Grande (38,6%) e Cabedelo (35,5%). Em São Domingos apenas 15 domicílios contavam com a presença de microcomputadores. A presença de motocicleta para uso particular, que foi investigada pela primeira vez em um Censo Demográfico brasileiro, foi de 27,2% e automóvel para uso particular ficou em 22,6%.

Capacitação do Cidadão

Foto: Arquivo Portal Correio

81% dos domicílios tinham telefone fixo ou telefone celular ou ambos

Os avanços nos anos recentes da telefonia no País motivaram o levantamento mais detalhado, no Questionário da Amostra do Censo Demográfico2010, com o objetivo de descrever as transformações ocorridas. Em 2000, era investigada a existência de linha telefônica instalada no domicílio. Em 2010,foi pesquisada a existência de telefone celular e a separação de domicílios com somente telefone fixo, somente telefone celular e com telefone fixo e celular.

Em 2000, eram 22,3% de domicílios com linha telefônica instalada. Em 2010, somente 17,8% domicílios possuíam telefone fixo, valor este quando se considera os domicílios com somente telefone fixo e domicílios com telefone fixo e celular. Verifica-se que havia na Paraíba 81% domicílios com telefone fixo ou telefone celular ou ambos.

Felipe Silveira, com Assessoria de Comunicação do IBGE

Portal Correio

MÍDIA PARAÍBA

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